sábado, outubro 30, 2010

A foz do rio

Furado feito fé
Como bicho-de-pé na mão
Um espaço na foz do rio
Levou-me a outra dimensão
Elefantes bailarinos cantavam hinos
Mantras de cabeça no chão
Sentei-me na parede para ouvir
Enquanto o vento beijava minha testa
Desenrosquei os cérebros das arestas
Até encontrar cavalos-marinhos-voadores
E fadas cheias de dores nas asas
Loucas por uma bela massagem
Bebemos seiva de orquídea rara
Até afundarmos nas petúnias rasas
Sorriamos enquanto sentíamos dores
Vindas dos membros superiores
Cheios de invejas e inflamações
Então catei minha mala vazia
E voltei pra onde não preciso levar nada
Apenas meu coração

Um comentário:

Caio Fabricius disse...

Nóó, muito bom esse texto. Os elefantes e as orquídeas. Putz, deu vontade de ver