segunda-feira, março 12, 2012
Insonho
Talvez você nunca me conheça ou não se encontre comigo nem por acaso na rua. Do que adianta escolher uma blusa menos amarrotada e desbotada se nossos caminhos não vão mesmo se cruzar? Visto qualquer uma e abuso do mal humor de quem já se esqueceu de quem sou ou possa se tornar. Interrogo as coisas mais profundas do mistério do infinito para tentar fugir da desilusão de ser o que for... Todos os fatos já me levaram a crer que muito pouco de mim vai sobrar por aqui quando o mundo decidir não sentir mais meu sabor. Então, pensando nas certezas que jamais encontrarão, recomendo as incertas coisas que pairam sobre o agora. Sabido que lá fora mil possíveis sonhos podem me libertar, já é evolução pensar que posso ou não realizá-los, pois sei também que não pretendo voltar. Mesmo que me acabe a juventude e que não me sobre muitas virtudes para os amigos conservar, ainda penso num caminho bonito de terra batida, grama em volta, flores sortidas, onde eu descalço possa caminhar. Mas se Deus com rimas tão pobres e ao mesmo tempo pensamentos nobres que não consigo transcrever fielmente resolveu me conceber, pode ser minha vida uma tortura indecente infectada pela vontade de sempre querer. Sempre querer o impossível pode ser belo quando escrito em poemas, mas a verdade por trás das palavras se revela num grande e antigo dilema: ser o que se pode ser ou ser os sonhos que não se pode esquecer? Em questão de segundos acaba-se o mundo e nada mais precisaria ter acontecido, do que vale então eu ter nascido? Se vim ao mundo para ser tão egoísta e pensar só no caminho que desejo a mim, já posso partir dessa vida, pois jamais me orgulharia de ter sido assim. Mas há tantos sonhos pairando sobre meu sono, há tantos versos perdidos em pensamentos insanos, que me esqueço como pode a magia ainda existir... Espero que, mesmo eu estando com a alma amarrotada no momento do nosso encontro, você perceba que ainda posso sorrir.
quarta-feira, fevereiro 22, 2012
contraste
A desesperança nas ruas
A destemperança dos ricos
Explicam tantas almas moribundas
Vivendo sem água, sem alimento
Sentindo na pele a tortura
De ter nascido desprotegido
Cantando nos becos loucura
Sem poder viver algum sentimento
São os frutos da ganancia e egoísmo
Como poderia eu viver sem agradecer a Deus?
Que todos os dias não me deixa com fome
Dá-me o fruto da sabedoria divina
E alimenta minha alma até mesmo em sonho
Como poderia eu não agradecer?
Se faz chuva ou se faz sol, gratidão
Se os dois ao mesmo tempo, arco-íris
Não me distancio do seu alvorecer
E contemplo com meus olhos felizes
A verdadeira força da criação
Que me nina em seu colo morno
Que me banha e limpa feridas
Como poderia ignorar do vento o sopro?
Como poderia eu viver sem vida?
A destemperança dos ricos
Explicam tantas almas moribundas
Vivendo sem água, sem alimento
Sentindo na pele a tortura
De ter nascido desprotegido
Cantando nos becos loucura
Sem poder viver algum sentimento
São os frutos da ganancia e egoísmo
Como poderia eu viver sem agradecer a Deus?
Que todos os dias não me deixa com fome
Dá-me o fruto da sabedoria divina
E alimenta minha alma até mesmo em sonho
Como poderia eu não agradecer?
Se faz chuva ou se faz sol, gratidão
Se os dois ao mesmo tempo, arco-íris
Não me distancio do seu alvorecer
E contemplo com meus olhos felizes
A verdadeira força da criação
Que me nina em seu colo morno
Que me banha e limpa feridas
Como poderia ignorar do vento o sopro?
Como poderia eu viver sem vida?
quarta-feira, fevereiro 01, 2012
Renovo
Deixo essa maré me levar
Onda por onda sintonizo
Minha sede de chegar
Onde tudo irá um dia
Desaguando e moldando as conchas
Retornando de um grão a vida
Sintetizo as falanges que dormiam
Na mais profunda imersão
Levo os minerais ao alto cume
Quando me desafiam
E lá de cima venho limpando
Com sementes germinantes
Semeando novos lugares
Parece aos olhos distantes
Que de mim só fica o sal e o iodo
Mas hão um dia compreender
Que tudo é parte do todo
Seus inconcientes pensamentos
Cheios de sórdidos veios
Quando levados pelo vento
Alimentam a minha evaporação
Que faz de mim ar gélido e denso
Pronto para nova renovação
Onda por onda sintonizo
Minha sede de chegar
Onde tudo irá um dia
Desaguando e moldando as conchas
Retornando de um grão a vida
Sintetizo as falanges que dormiam
Na mais profunda imersão
Levo os minerais ao alto cume
Quando me desafiam
E lá de cima venho limpando
Com sementes germinantes
Semeando novos lugares
Parece aos olhos distantes
Que de mim só fica o sal e o iodo
Mas hão um dia compreender
Que tudo é parte do todo
Seus inconcientes pensamentos
Cheios de sórdidos veios
Quando levados pelo vento
Alimentam a minha evaporação
Que faz de mim ar gélido e denso
Pronto para nova renovação
segunda-feira, janeiro 30, 2012
Naquele momento de transe, deitado num círculo portal, encontrei meus mestres. Isso foi escencial para o que serei de agora em diante. Toda minha energia e força devem trabalhar pelo propósito da vida. Ainda há um longo caminho a ser trilhado, mas quanto mais difícil ele for, mais forte estarei para enfrentar o próximo obstáculo! Ohm Namah!
domingo, janeiro 08, 2012
tão somente
Há tantas feridas ainda abertas
Tantos egos cravados em segredo
Dentro de um ser que não sabe mais ao certo
O que é seu e o que apreendeu
Do mundo um envólucro de medo
Que habita nas mais profundas
Nas vontades mais absurdas
No pensamento de dor e angústia
Sem se explicar te designa fraco
Pois há ainda tantas curas escondidas
Na própria insegurança da ignorância
Nem ao menos ao olhar para dentro
Percebe-se a fraqueza de tantos atos
falhos e torpes, discretos e imperceptíveis
Criam raizes nos nossos parcos semblantes
Trazem a franqueza da solidão inglória
Dividem as certezas em engodos calmos
E de novo a depressão consome nosso domingo
Reconhecendo nas suas espécies de amizade
O que até hoje se construiu no caminho
Quantos são para apenas brindes amigos
Outros para apenas desabafos chorosos
Ou bem distantes se dizem presentes
Falta-me virtude
Falta-me carinho
Já não posso continuar sozinho
É tudo que sei...
Tantos egos cravados em segredo
Dentro de um ser que não sabe mais ao certo
O que é seu e o que apreendeu
Do mundo um envólucro de medo
Que habita nas mais profundas
Nas vontades mais absurdas
No pensamento de dor e angústia
Sem se explicar te designa fraco
Pois há ainda tantas curas escondidas
Na própria insegurança da ignorância
Nem ao menos ao olhar para dentro
Percebe-se a fraqueza de tantos atos
falhos e torpes, discretos e imperceptíveis
Criam raizes nos nossos parcos semblantes
Trazem a franqueza da solidão inglória
Dividem as certezas em engodos calmos
E de novo a depressão consome nosso domingo
Reconhecendo nas suas espécies de amizade
O que até hoje se construiu no caminho
Quantos são para apenas brindes amigos
Outros para apenas desabafos chorosos
Ou bem distantes se dizem presentes
Falta-me virtude
Falta-me carinho
Já não posso continuar sozinho
É tudo que sei...
sábado, janeiro 07, 2012
Aqui disparado

Eu estava aqui parado. Tentava de uma maneira dentro dos meus pensamentos encontrar alguém que eu precisasse ou que fosse importante a ponto de me identificar.
Quanto mais eu buscava mais longíncua e incomum essa força parecia se distanciar. Mas que coisa poderia ser tão importante a ponto de eu dizer que cheguei? Só via a lua embaçada no seu quinto dia de crescente, pronunciando uma pequena trégua das chuvas que castigaram centenas de cidades. Ela me tinha aparecido desde que eu havia ido comprar esse merlot no supermercado. De madrugada, eu não sabia se arriscava sair para vê-la de novo. Poderia eu encontrar, nesse desencontro marcado, algo que fosse relevante compreender? Quando lá cheguei e na areia sentei, percebi que eu ali estava para ninguém encontrar!
Só a lua me parecia familiar. Só ela parecia me enxergar.
Aquele brilho embaçado era a única coisa que minha alma conseguia compartilhar. Ela parecia defeituosa em sua essência. Era eu, na verdade, que reconhecia na imperfeição da revolta da natureza, quando não a compreendi e respeitei, a deficiência de mim mesmo. Me senti culpado pela catástrofe do mundo, por acreditar que eu não faço o suficiênte para mudar no mundo o que eu não concordo. Como se a natureza reagisse em resposta até a minhas ideias e pensamentos.
Algumas pessoas passaram por mim enquanto eu caminhava na areia e em todo o restante do percurso. Alguns fazendo o mesmo que eu. Outros indo no caminho oposto.
Alguns dormiam e vagavam subconcientes no ar. Até me confundia em alguns momentos nas ondas que vinham de tantos transeuntes, mas sem sair de uma espécie de transe consciente. Aqui estou eu parado de novo, então.
Selene já não me vê tão de perto...
Com tanto, enfim compreendo a quem destinava aquela vontade de encontrar àquele alguém. Era eu, que havia escapado um pouco de mim e que com a dor do mundo parecia ter que lidar, como se ela fosse de meu próprio corpo de células. Era eu que precisava passear e ver a lua comigo mesmo sem ninguém para interromper. Era eu com quem eu precisava estar. Era eu o único capaz de perceber que na solidão de estar consigo mesmo é que mora a cura para esse vazio que chamaram de falta. Mas como poderia eu faltar a mim mesmo? Como pude eu a mim não respeitar? Como pedir desculpas a si mesmo nesses casos? Quanta gente resolveu ir descançar depois de tanto tentar dizer que é preciso não acreditar em tudo que parece ser verdade! Não é necessário ser cético ao extremo, mas nunca se deixe perder a capacidade de questionar. Em construções muito simples, de frases ou argila, reside a chegada do aconchego e do sussego. Não está tão distante a resposta, não é assim tão intangível a real sabedoria, cuja base é o amor. A água da chuva misturada a terra vermelha invadindo e fertilizando a natureza, é nisso que quero pensar. E eu estou aqui em mim, ao mesmo tempo que em todo lugar, pois de mim provém muitas consequências até mesmo ao estar aqui aparentemente parado.
sábado, dezembro 31, 2011
Crítica do tempo
Acho que quando eu nasci, ou morri talvez, o Pink Floyd lançava o albúm 'A Momentary Lapse of Reason'. Mas o importante nesse fato histórico é o quanto o tempo poderia ser não imprevisto. Se é que poderia, pois se trata de algo abstrato e incompressível em relação aos seus desencadeamentos. Oh, máquina do tempo! Leve-me àquele momento!E quando eu lá estiver, direi a quem eu fui ou serei, a mesma coisa que só eu poderia ser, a mesma coisa que não sei. Pois de outra forma nunca haveria de se suceder. Como se de outra forma eu já nem fosse ou seria eu. Quem seria então? Será que ao menos eu existiria em outro lugar inacessível a mim? Como eu poderia ser outrem a quem não prouvesse hidratar os seus próprios rins? Como minha garganta se adaptaria ao outro clima, como seria a cor da minha epiderme e da derme da minha família? Será que o tempo só existe por que todas as coisas e eu existimos, então? O fato é que só somos certas pessoas, ainda que haja a possibilidade de sermos outras diferentes de nós mesmos, uma vez. Mesmo que ao não sermos deixemos de existir para o mundo e deixemos de existir aos poucos esquecidos entre a fome e a miséria no escuro. Num verdadeiro purgatório onde só existem sonhos ruins ou sonhos ludibriantes que jamais poderiam realizar-se...
Como tempo, como pude eu ser eu assim? Será que estou sendo mesmo eu ou será que estou deixando que tomem conta demais de mim? Oh, máquina do tempo, você só existe se o tempo existir! Já que ainda não te encontrei ao vivo, que nem tempo nem máquina existem posso concluir! Pois me sinto naqueles sonhos estranhos nos quais suas informações me confundem a mente para fazer eu pensar se há mesmo verdade no tempo ou nas rodas que giram ponteiros e ligeiros momentos, adentram na confusão e do tormento de transformar nossas vidas em algum unguento para as feridas que brotam além da capacidade de raciocinar. Eles, as rodas e os momentos, giram ligeiros cicatrizes adentro levando a vontade a todo o corpo de se modificar. Quase sempre nossos lapsos de convicção e razão das coisas nos cegam para todas as outras dimensões. Nossa própria razão remedia o abstrato ignorando sua existência e sua própria forma de compreensão. E por isso é que há fome para tantos e há soberba para alguns. Para outros há grilhões, desespero, infecções!
Há momentos em que a dor passa, outros não! Fica só o que é verdadeiro; é o que peço ao meu guia de luz! Mas e essa condição? Essa festa nesse dia do ano, essa cara, esse pano. Que me cobram tanto esses homens de cifrão! Não me interessa juntar riquezas enquanto vejo tanta solidão. Abusei mesmo dos ãos, pois sei deles coisas grandes e bem feitas. Posso usar de novo aquele relógio que perdi no mosh do rock da matemática e letras? Não posso. Então o tempo existe, meus caros. E ele não é só abstrato. É o agora que detona, o ontem digerido, o amanhã em coloridos que a visão não pode captar ainda. Oh, máquina do tempo, não me leve para nenhum outro momento! Acho que prefiro ser eu aqui. Por enquanto... tenho vida!
Como tempo, como pude eu ser eu assim? Será que estou sendo mesmo eu ou será que estou deixando que tomem conta demais de mim? Oh, máquina do tempo, você só existe se o tempo existir! Já que ainda não te encontrei ao vivo, que nem tempo nem máquina existem posso concluir! Pois me sinto naqueles sonhos estranhos nos quais suas informações me confundem a mente para fazer eu pensar se há mesmo verdade no tempo ou nas rodas que giram ponteiros e ligeiros momentos, adentram na confusão e do tormento de transformar nossas vidas em algum unguento para as feridas que brotam além da capacidade de raciocinar. Eles, as rodas e os momentos, giram ligeiros cicatrizes adentro levando a vontade a todo o corpo de se modificar. Quase sempre nossos lapsos de convicção e razão das coisas nos cegam para todas as outras dimensões. Nossa própria razão remedia o abstrato ignorando sua existência e sua própria forma de compreensão. E por isso é que há fome para tantos e há soberba para alguns. Para outros há grilhões, desespero, infecções!
Há momentos em que a dor passa, outros não! Fica só o que é verdadeiro; é o que peço ao meu guia de luz! Mas e essa condição? Essa festa nesse dia do ano, essa cara, esse pano. Que me cobram tanto esses homens de cifrão! Não me interessa juntar riquezas enquanto vejo tanta solidão. Abusei mesmo dos ãos, pois sei deles coisas grandes e bem feitas. Posso usar de novo aquele relógio que perdi no mosh do rock da matemática e letras? Não posso. Então o tempo existe, meus caros. E ele não é só abstrato. É o agora que detona, o ontem digerido, o amanhã em coloridos que a visão não pode captar ainda. Oh, máquina do tempo, não me leve para nenhum outro momento! Acho que prefiro ser eu aqui. Por enquanto... tenho vida!
sexta-feira, dezembro 30, 2011
Felizes memórias (COMMEMORARE)
Mais um ano se vai. Tudo o que se passou neste ciclo encerrado agora vira um amontoado de lembranças, aprendizados ou até novos inícios de outras lembranças e aprendizados para o futuro. Infelizmente, parece que de um ciclo para outro o ser humano evolui e aprende de forma muito lenta, apesar de acharmos que com tanta informação flutuando em ondas em volta de nossos cérebros somos seres compreensíveis e sábios. Enquanto tudo o que vejo de fato é oposto de evolução e engrandecimento espiritual. Refletido nos olhos dos trabalhadores cidadãos há ilusão e vergonha por ter desistido dos seus sonhos. Pois já não há nem tempo para lembrar-se dos seus próprios desejos quando se vive a mercê das vontades de alguns poucos. Algumas pessoas destinam 12 horas de seus dias a propósitos que não são seus, vivem seus dias cansados da rotina de não se conhecerem, a rotina da negação de seus sonhos para servir a necessidade que a sociedade impõe. Por causa de fatos como esses, minha esperança e otimismo para o novo ciclo que se inicia se voltam em direção da sabedoria do povo. Sabedoria baseada no amor pela justiça, no amor ao próximo, na fraternidade, na comunhão. Não podemos mais fechar os olhos durante o nosso ano inteiro e não lembrar de sonhar. Não podemos fingir que o que fizermos na festa de comemoração da passagem iremos repetir durante todo o restante do novo ano, pois sabemos que não passaremos comemorando o ano todo. Vivemos a tragédia da ignorância própria e do esquecimento alheio. Já não podemos nos dar ao luxo de não sermos vigiados. Há câmeras em todas as esquinas. E que liberdade para viver o amor nós teremos nessas condições? Sendo o amor o princípio para a liberdade e a dignidade, que enfim é justo por natureza. Mas não há problemas em comemorar um novo ano. Há problema em apenas comemorá-lo e não fazer desse tempo um aprendizado de superação e força. Apenas comemorar e deixar as coisas como estão é uma prática antiga originada na esperteza dos poderosos em manipular as suas emoções para que você produza o máximo possível no maior tempo possível. No fim do ano, quando todas as suas emoções já não suportam serem contidas, você as transforma em comemoração. Comemoração pelo o quê? - eu me pergunto. Pelo o que foi ignorado, pela doença do planeta, com certeza não! Mas pelo advento da esperança no amanhã, pela crença na verdade e na luz dos novos dias que raiam e alvorecem nos nossos corações. Comemoro pela vontade de ainda viver, mesmo com tantas injustiças e crueldades humanas. Comemore pela força que adquiriu em todo esse tempo enfrentando tantas adversidades. Comemore e sonhe! Sonhe com a benignidade do mundo, com a prática da paz, com o auxílio de seu irmão. Sonhe com o respeito, com a franqueza, com os raios translúcidos da verdade... É o primeiro passo para conquista da felicidade.
FELIZ ANO NOVO!!!
FELIZ ANO NOVO!!!
sábado, dezembro 24, 2011
sincrônico
Talvez eu nada sabia sobre mim e sobre o mundo, afinal. O pouco que pensei entender muitas vezes me fez questionar sobre sua real importância e algumas outras vezes perdia o sentido numa contradição descarada. Mas, enquanto houvessem questões, ainda haveria de se obter alguma resposta.
Não imagino qualquer coisa desligada e independente do todo. Logo, meus dedos em sincronia com a vida trataram de registrar de alguma forma esses entendimentos que por vezes se perdem entre tantas efemeridades. Mas o propósito permanece sempre oculto e transitório. Ganha quem dá ao sentido alguma aplicabilidade, que em seguida é um sentido também reformado e sujeito ao novo por vir. Se esses pensamentos acontecem, é por que de fato podem vir a ser parte de algo maior e mais concreto.
Por enquanto, aquele caderno de anotações serve como registro de interpretações que podem vir a ser algum dia canalizadas e entendidas como necessárias ao desenvolvimento da humanidade. A prepotencia não existe aqui, pois já não é de mim que depende a existência de tal elocubração. Sou apenas o veículo de manifestação das ideias que merecem ser disseminadas com a finalidade de derrubar outras ideias e conceitos baseados na pura ignomínia e soberba.
Para mim, o combustível que alimenta o motor dessa vontade de compreensão é o amor pela harmonia das diferenças e a liberdade dos sentimentos. Que seja assim, o mundo uma nova fonte de amizade entre todos seres. Onde respeito e paciência são requizitos de grande reconhecimento. Onde a vida não seja jamais excluída de sua própria existência e que seja tão forte quanto for intenso o desafio de superar-se.
Não imagino qualquer coisa desligada e independente do todo. Logo, meus dedos em sincronia com a vida trataram de registrar de alguma forma esses entendimentos que por vezes se perdem entre tantas efemeridades. Mas o propósito permanece sempre oculto e transitório. Ganha quem dá ao sentido alguma aplicabilidade, que em seguida é um sentido também reformado e sujeito ao novo por vir. Se esses pensamentos acontecem, é por que de fato podem vir a ser parte de algo maior e mais concreto.
Por enquanto, aquele caderno de anotações serve como registro de interpretações que podem vir a ser algum dia canalizadas e entendidas como necessárias ao desenvolvimento da humanidade. A prepotencia não existe aqui, pois já não é de mim que depende a existência de tal elocubração. Sou apenas o veículo de manifestação das ideias que merecem ser disseminadas com a finalidade de derrubar outras ideias e conceitos baseados na pura ignomínia e soberba.
Para mim, o combustível que alimenta o motor dessa vontade de compreensão é o amor pela harmonia das diferenças e a liberdade dos sentimentos. Que seja assim, o mundo uma nova fonte de amizade entre todos seres. Onde respeito e paciência são requizitos de grande reconhecimento. Onde a vida não seja jamais excluída de sua própria existência e que seja tão forte quanto for intenso o desafio de superar-se.
quinta-feira, dezembro 22, 2011
Medo, dome-o

Esqueci-me de quantos tantos já fui
Só hoje quando voltei de um transe
Descobri insone que de mim sobrou mui
Muito mais que achei ter superado
Outros medos que desconhecidos emanaram
Em minha mente demoraram em descanse
Fizeram-me encolher e fugir amedrontado
Convenceram-me de uma tal solidão
Um vazio no peito incurável
Pois já não sabia se passada mensagem
Era real ou ilusão
De um temor que se tornou memorável
Nasceu um pequeno desejo
Chamado coragem
Esse proclame que sai do segredo
É a solução para que se dome o medo
E retirar da pavorosa mentira
A força para viver a verdade
Retorno
Quando se percebe que quase todas as coisas em sua mente não são apenas pensamentos malucos, sem fundamento e sem crítica. Quando se é capaz de observar o quanto suas impressões sobre a vida eram sim equânimes e plausíveis e tinham na verdade um grande sentido embuído, parece que junto com essa percepção há uma certa responsabilidade da qual não se pode fugir, que te mostra o quanto você foi capaz de aprender com suas próprias observações.
Antes disso passei um bom tempo afastado das minhas próprias crenças, negando-as para não ser intolerante ao não tentar compreender qualquer outra crença diferente da minha, mas expus meus ideais e atos à diversas possibilidades remotas. Então, não sei se fui sincero comigo o tempo todo ou se tentei camuflar meus próprios defeitos nessa busca pela capacidade de tolerar mais e mais, tentando me tornar um ser mais solidário e compreensível. Ao mesmo tempo que muitas vezes me via incapaz de desejar boa noite aos desconhecidos na rua...
Enfim, talvez esse seja um retorno ao registro dessas ideias que não se permitem morrer. Esse insight que tive, me mostrou o quanto essas palavras que penso e não digo podem fazer falta ao mundo e matar de mudez a garganta que embola suas cordas vocais ao se deparar com a vontade eminente de cuspir diante das ludibriantes inverdades do poderio corrupto. Me mostrou que devo dizer ao sol e ao mar o quanto os admiro e a natureza o quanto a bendigo. Devo dizer que não posso mais esperar que minha hipocrisia devore meus sonhos para saciar a vontade daqueles ímpios que praticam a iniquidade de favorecer-se em detrimento do próximo de maneira injusta e covarde. Devo dizer que quero ser voz, mesmo que despretenciosa, para plantar a semente da discutibilidade. Devo dizer que mesmo que me sobre apenas eu mesmo para dialogar sobre tantas elucubrações em minha mente, talvez eu me agradeça por dizer a mim sobre a capacidade de empreender ideias em pról de mudanças para melhor dentro de mim e dentro de tudo.
Talvez esse seja um retorno...
Antes disso passei um bom tempo afastado das minhas próprias crenças, negando-as para não ser intolerante ao não tentar compreender qualquer outra crença diferente da minha, mas expus meus ideais e atos à diversas possibilidades remotas. Então, não sei se fui sincero comigo o tempo todo ou se tentei camuflar meus próprios defeitos nessa busca pela capacidade de tolerar mais e mais, tentando me tornar um ser mais solidário e compreensível. Ao mesmo tempo que muitas vezes me via incapaz de desejar boa noite aos desconhecidos na rua...
Enfim, talvez esse seja um retorno ao registro dessas ideias que não se permitem morrer. Esse insight que tive, me mostrou o quanto essas palavras que penso e não digo podem fazer falta ao mundo e matar de mudez a garganta que embola suas cordas vocais ao se deparar com a vontade eminente de cuspir diante das ludibriantes inverdades do poderio corrupto. Me mostrou que devo dizer ao sol e ao mar o quanto os admiro e a natureza o quanto a bendigo. Devo dizer que não posso mais esperar que minha hipocrisia devore meus sonhos para saciar a vontade daqueles ímpios que praticam a iniquidade de favorecer-se em detrimento do próximo de maneira injusta e covarde. Devo dizer que quero ser voz, mesmo que despretenciosa, para plantar a semente da discutibilidade. Devo dizer que mesmo que me sobre apenas eu mesmo para dialogar sobre tantas elucubrações em minha mente, talvez eu me agradeça por dizer a mim sobre a capacidade de empreender ideias em pról de mudanças para melhor dentro de mim e dentro de tudo.
Talvez esse seja um retorno...
quinta-feira, março 31, 2011
remanescer
Às vezes eu acho que você já sabe de tudo
Nem tenho vontade de te dizer algo
Pois sei que você já sabe o que vou dizer
Penso neste instante o mesmo sobre mim
Achei que sabia tudo de você
Não importa, baby
Pois sabemos o quanto presente é nosso futuro
Eu quis-me dizer sobre o tudo e o nada
Agora o hiper uranós apreende uma manta de carne
E meus olhos cegam-me a cada poeira
O pó das ruas, asfaltos, minérios, radiação
Faminto devora a janela da minha instituição
Feita de papel, plásticos, petróleo é bobeira
Só preciso todo dia combustível pra essa pressa tarde
E memórias lembranças do conto de fada
Pra dizer na cachola que o agora não é escudo
Passado sim, baby
Nem tenho vontade de te dizer algo
Pois sei que você já sabe o que vou dizer
Penso neste instante o mesmo sobre mim
Achei que sabia tudo de você
Não importa, baby
Pois sabemos o quanto presente é nosso futuro
Eu quis-me dizer sobre o tudo e o nada
Agora o hiper uranós apreende uma manta de carne
E meus olhos cegam-me a cada poeira
O pó das ruas, asfaltos, minérios, radiação
Faminto devora a janela da minha instituição
Feita de papel, plásticos, petróleo é bobeira
Só preciso todo dia combustível pra essa pressa tarde
E memórias lembranças do conto de fada
Pra dizer na cachola que o agora não é escudo
Passado sim, baby
quinta-feira, março 10, 2011
besouro sou
"Esszzzzes pensamentozzzzzs que você penszzzza e não conszzzzegue entender o porquê, szzzzão o que chamam de interferênczzzzia telepática ou antizzzztelepática, pode crer?!." Disse o besouro já deitado no meu traveseiro.Veio me fazer uma visita,pois estava chovendo demais lá fora! Mas ainda não sabia quanto ia ficar e estava preocupado que suas asas ficassem com cãibra doendo. "Daqui a poucozzzz dou uma voadzinha de levezz!" Imagino que seja difícil voar num quarto tão pequeno. Ziguezagueou por entre a fumaça que subia do incenso de sândalo e cambaleou ao respirar aquele odor maravilhoso. "Cuidado com o ventilador!!!" Planou no alto do teto e passou entre as paletas, que giravam na velocidade que acompanhava a música. Uma melodia do Pink Floyd que se misturava à fumaça no vento rodopiante do meu quarto. Passou perto de minhas orelhas o abelhudo zonzo. Eu disse para que se acalmasse, pois ia acabar sendo atingido pelas hélices centrífugas. "ZZZZZZZzzz, não poszzzzzzso controlar o meu vôozzzzzzz! O ventilador ezzzzzstá me exzzzzzzzzzzzaaaaurindoooo." TLAAH!!! "Eu avisei, besouro louco! Esse sândalo é de Bangalore. Ha-ha! Agora aproveita e tenta se acalmar. Você tem sorte de sua carapaça ser acostumada a resistir a pancadas assim..." QRRRRRRRRIII!!! TUUMM!!! BIIIBIIIII! "Sabe o que aconteceu, falando em pancadas?" Depois de tantas onomatopéias... "Algum barbeiro, parente seu, atravessou na contramão!" Estatelou-se no muro da Dona Maria Joana, o barbudo! Ficaram lá, discutindo por horas quanto ficaria o prejuízo...
"Seu Castanho, você veio fugindo da chuva, como seu amigo chifrudo?" "Nããããooozzzz, eszzzzztou fugzzzzzzindo de uma plantaçzzzzzzzzão de milho!" "Imagino como as coisas devam estar difíceis com todo esse agrotóxico!" "Olha, parece que o barbeiro se machucou. Está mancando."
Dona Maria Joana, ao notar que o Sr. Barbeiro estava constrangidamente apaixonado pela sua delicadeza ao tratar de seus ferimentos no bigode, perguntou sorrindo quando ele poderia voltar para consertar o seu portão. No seguinte dia, com a barba feita, estará com a ferramenta a concertar no ouvido de Dona Joana. Até convencê-la de que haviam nascido um para o outro e que teriam muitos filhos e que sairiam por aí voando pelo mundo. Todas essas coisas que raramente acontecem na vida de um casal de besouros com mais de 2 meses de convívio em dadas circunstâncias.
"Castanho, você foi embora sem se despedir? Só porque o incenso acabou..." O besouro castanho brilhante descansava num cochilo transcendental dentro do chapéu coco cheio de moedas atrás do notebook. "Aqui estou eu conversando com um besouro de novo." O senhor barbeiro não tem essa carapaça, acabou quebrando a louça da Dona Maria Joana toda na vidraça. Teve ciúmes de um tal de Besourojóia. Armou uma cena anteomtem no meio da praça. "Que graça! Falar com um besouro que dorme em moedas e assistir a vida do outro barbudo pela janela... Vou cuidar da minha sopa antes que caia uma mosca nela! Quem falou de telepatia?"
folia
ignorados fostes
ó miseráveis disformes
enfermos
engrenagem palpitante
ensejo de nossas
paisagens verdejantes
cooplanares
nessa tricotomia
serdes diferente
incomplacente
sejas forte
intransigente transgrida, pois
de quem ganância
ouves ou sentes
não te serás condolente
quando em sua morada
não restar nem parede
enquanto festejam
fantasiosas belezas
mas oras, verdes
beleza está em vós
na revolta
da natureza
que segue a frente
deságua em correnteza
e um dia volta
chuvosa e soberba
minuciosa destreza
entre folículos
agencia equilibrada
certeza
és forte
és bravo
viverás em planeza
ó miseráveis disformes
enfermos
engrenagem palpitante
ensejo de nossas
paisagens verdejantes
cooplanares
nessa tricotomia
serdes diferente
incomplacente
sejas forte
intransigente transgrida, pois
de quem ganância
ouves ou sentes
não te serás condolente
quando em sua morada
não restar nem parede
enquanto festejam
fantasiosas belezas
mas oras, verdes
beleza está em vós
na revolta
da natureza
que segue a frente
deságua em correnteza
e um dia volta
chuvosa e soberba
minuciosa destreza
entre folículos
agencia equilibrada
certeza
és forte
és bravo
viverás em planeza
sábado, fevereiro 26, 2011
indo e vindo
to sempre no meio dessa passeata
às vezes cansado, às vezes tentado
em trilhas e lagos que matam a sede
de volta de novo na mesma parede
contorno o escuro com luzes neon
tateio o ar como quem respira com a mão
grudado na coragem que me faz
saber ir vir pelo mesmo caminho
sugeito a mudar
indo e vindo
no meu dedão um furo de espinho
que não me fez desistir de seguir
ciente que nem sempre alcançar
está ligado a um lugar diferente ir
de repente voltar e festejar
é mais agradável que viajar
mas o meu tempo aqui acabou
logo é hora de de novo partir
às vezes cansado, às vezes tentado
em trilhas e lagos que matam a sede
de volta de novo na mesma parede
contorno o escuro com luzes neon
tateio o ar como quem respira com a mão
grudado na coragem que me faz
saber ir vir pelo mesmo caminho
sugeito a mudar
indo e vindo
no meu dedão um furo de espinho
que não me fez desistir de seguir
ciente que nem sempre alcançar
está ligado a um lugar diferente ir
de repente voltar e festejar
é mais agradável que viajar
mas o meu tempo aqui acabou
logo é hora de de novo partir
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